A Tale of Silent Depths RPG por turnos ambientado no fundo do oceano se prepara para o lançamento em maio com demo disponível


Vinicius
Vinicius Melo
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Editor-chefe Watermelo, computer scientist, researcher on ADHD and VR, and writer about games.

quarta, 4 de março de 2026 21h 17min

Crit42 Studio, A Tale of Silent Depths RPG por turnos ambientado no fundo do oceano se prepara para o lançamento em maio com demo disponível
(credit image: Crit42 Studio, A Tale of Silent Depths RPG por turnos ambientado no fundo do oceano se prepara para o lançamento em maio com demo disponível )

A Tale of Silent Depths é um RPG por turnos desenvolvido pela Crit42 Studio, ambientado em um futuro no qual o mundo afundou e a sobrevivência humana acontece sob toneladas de água e pressão. O público já pode dar o primeiro mergulho nesse universo, pois a demo está disponível gratuitamente na Steam, antecipando a experiência completa que será lançada em maio. "O fundo do mar é um pós-apocalipse que já existe. É um lugar onde o humano entra como intruso", afirma Eduardo de Azevedo dos Santos, fundador e diretor criativo do projeto. "Diferente do espaço, ele tem um peso emocional mais próximo. É aqui, é da Terra, é o nosso planeta cobrando um preço."


No jogo, o jogador assume o papel de capitão de uma Arca, uma gigantesca base submarina móvel que funciona como lar, fortaleza e último refúgio da humanidade. O oceano é gerado proceduralmente, com rotas mutáveis, ruínas esquecidas, destroços, criaturas hostis e facções rivais disputando recursos escassos, criando um cenário dinâmico e imprevisível a cada nova jornada.


As decisões nunca são neutras. Explorar regiões mais profundas pode render tecnologias raras ou despertar ameaças irreversíveis. Negociar garante sobrevivência no curto prazo, enquanto ataques podem comprometer alianças futuras. Tudo se desenvolve em um ecossistema vivo, sustentado por inteligência artificial que evita padrões previsíveis. "Em vez de scripts fixos, buscamos um ecossistema que pareça orgânico", explica Eduardo. "Histórias únicas surgem não porque o jogador é um herói, mas porque ele é apenas mais um sobrevivente em um mundo vivo."


O combate acontece em batalhas táticas por turnos, nas quais posicionamento, alcance, terreno e recursos limitados fazem toda a diferença. Drones personalizáveis atuam como linha de frente, enquanto o próprio oceano impõe riscos constantes e imprevisíveis. "Se o jogador encontra uma fórmula e repete, o mundo perde a tensão", diz o diretor. "A IA reage a padrões porque sobrevivência é adaptação. O oceano não é um tabuleiro estático."


Mais do que um cenário, o oceano assume o papel de presença narrativa. Criaturas parecem aprender com o jogador, encontros se transformam conforme as escolhas e a sensação constante é a de estar sendo observado. A proposta transforma a experiência em uma metáfora sobre decisões humanas em cenários de crise, dialogando com questões contemporâneas, como colapso ambiental, escassez de recursos e adaptação tecnológica. "Em crise, sempre decidimos entre curto e longo prazo, entre ética e necessidade", afirma. "E quando o oxigênio está acabando, muitas coisas perdem a importância."

O fundo do mar é um pós-apocalipse que já existe. É um lugar onde o humano entra como intruso — Eduardo dos Santos, fundador e diretor criativo da Crit42 Studio


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